SOBRE

Olá, meu nome é Marcela. Tenho 32 anos, faço triathlon há 7 e corro há pelo menos 16.

Sempre pratiquei esportes e atividades físicas. Cresci em meio a natureza, no Mato Grosso, e tínhamos muito espaço ao ar livre para correr e brincar. Estávamos sempre em movimento.

Meu avô paterno sempre foi uma referência de atleta, jogou futebol pelo Fluminense mas foi no atletismo que conquistou o índice para participar dos Jogos Olímpicos na Itália, seu sonho era conhecer a terra de onde os pais e toda a família vieram. Por ironia do destino, se dedicou tanto, que acabou sofrendo de overtraining e não pode competir.

Éramos incentivados a praticar esportes desde muito novos e a filha mais nova de 2 irmãos tinha que saber brincar de tudo pra não ficar de fora.
Já fiz vôlei, tênis, capoeira, basquete, handeball, futebol, mas foi na corrida que descobri o verdadeiro potencial do meu corpo e a mais pura sensação de liberdade e foi no triathlon que me encontrei.

Sempre fui movida por desafios. Competitividade e conquistas de território estava no nosso DNA, quem tem irmãos com idades próximas sabe do que eu estou falando. E se tinha uma coisa que eu odiava escutar era:

“Você não pode fazer isso porque ainda é pequena.”

“Você não pode fazer isso porque é menina.”

“Você é frágil.”

“Quando você ficar maior você vai poder.”

E, foi por conta de uma pessoa que me falou certo dia em uma despretensiosa corrida, “agora nós vamos dar mais uma volta e você fica, pois você não dá conta”, que despertou em mim toda essa vontade de dar muito mais do que 2 voltas e mostrar que eu também conseguia, apesar de ser a única mulher que estava correndo entre aquela turma de homens mais velhos e mais fortes do que eu.

Hoje posso dizer que já fiz 5, 10, 15, 17, 21km e atualmente me preparo para o meu segundo 42k no Ironman Brasil 2020.

Meu fascínio por esta prova também é antigo e desde nova ficava sentada na calçada do meu bairro vendo aquele pessoal passar correndo, adorava olhar as roupas coloridas, os estilos, os tênis.

Adorava ver aquela mulher que corria de maiô, saber que ela era brasileira e depois um rapaz, que morava tão perto de mim e que foi o campeão da prova! Que máximo! Mais tarde fui saber quem era Fernanda Keller e Igor Amorelli.

Era tudo tão contagiante, não tinha como não querer fazer parte daquilo.

Não tinha como não querer estar ali.

Desde que comecei no triathlon, sempre tive esse sonho, mas também sempre tive medo.

Queria nadar no mar mas não conseguia, saía chorando.

Queria correr mas meu corpo não me permitia (eu era a filha sensível a que ficava doente), e logo que comecei a correr, meu corpo começou a me mostrar, que não ía ser nada fácil vencer aquele desafio. Quantas lesões…

Ainda bem que sabia andar de bicicleta (e aprendi na Caloi Ceci)!

A verdade é que todas essas dificuldades só me serviram de combustível, para ter mais e mais vontade de querer, de conseguir, de me aprimorar, de evoluir, me superar. Aos poucos fui negociando com o corpo e principalmente com a mente.

E a cada ano que passa me sinto cada mais preparada. Mais tranquila.
Isso não quer dizer que eu não tenha medo pois cada ano sei que vou enfrentar novos desafios e muitas coisas inesperadas pelo caminho.

Mas com paixão, coragem e dedicação não há como não existir superação. E foi assim que nasceu o InspiraTri.

Um projeto que tem a intenção de motivar pessoas, desmistificar paradigmas, mostrar que tudo é possível, basta sonhar, planejar e acreditar.

#InspiraTRI

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